ASTECA


LUTO: METADE DAS MORTES POR ACIDENTE DE TRABALHO ACONTECE NA CONSTRUÇÃO


 

Levantamento recentemente divulgado com base em dados do Ministério do Trabalho aponta que metade das mortes por acidente de trabalho no país acontece na construção civil. A insegurança é a realidade do setor e o que deveria ser um direito de todo empregado - a prote- ção da vida- é, infelizmente, uma mera esperança.

ALTURA - Apenas nos primeiros três meses do ano, o Piauí já registrou - oficialmente - quatro mortes relacionadas ao ambiente de trabalho, metade delas por queda em altura na construção civil. Em todo ano de 2017, foram registradas 12 mortes em situações de trabalho, números que obviamente mascaram a realidade com a proliferação das subnotificações. 
AUDITORES -Segundo Flávia Lorena Lopes, auditora fiscal do Trabalho, as quedas ainda são o principal ponto fraco em relação à segurança do trabalho no Piauí, o que deve exigir um reforço persistente dos auditores nas fiscalizações. 
LUTO: METADE DAS MORTES POR ACIDENTE DE TRABALHO ACONTECE NA CONSTRUÇÃO INSEGURANÇA - Mas a segurança do operário envolve, além da sua prote- ção, outros elementos, como a garantia de uma jornada de trabalho não exaustiva. De acordo com Francisco Luís Lima, médico do trabalho, muitos empregados estão adoecendo e morrendo devido ao problema, cada vez mais comum com o agravamento da crise. 
EXAUSTÃO -“Devemos trabalhar oito horas diárias, mas algumas atividades exigem 12 horas de trabalho, por exemplo. Trabalhar 12 horas no plantão é exaustivo. É necessário descanso, folgas semanais, férias anuais de 30 dias, isso é o correto”, afirma o médico. 
FÉRIAS - Prática cada vez mais comum entre os trabalhadores, a venda de dias de férias para complementar a renda prejudica e compromete ainda mais a saúde e a segurança do trabalhador. “Precisamos ter nosso descanso, pois a saú- de é o conjunto do lazer e convívio com a família, somados à preservação da saú- de mental e física”, disse Francisco.
Boletim CONTICOM-CUT

Fonte: CONTICOM-CUT

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