ASTECA


Estivadores paralisarão as atividades


A decisão foi aprovada em assembleia na manhã deste sábado (26), por unanimidade. O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’, reclama da morosidade nas negociações.

“Já se passaram praticamente três meses da data-base e ainda não conseguimos uma proposta séria do Sopesp” (sindicato patronal dos operadores portuários do estado de São Paulo), diz o sindicalista.

Os estivadores aproveitarão a interrupção do trabalho para se solidarizar aos caminhoneiros em greve e a “todo o povo brasileiro, que vem sofrendo com os desmandos do governo”, diz Nei.

Caminhoneiros

“Não se trata mais de um movimento pela simples redução do preço dos combustíveis, mas pela revogação de todas as barbaridades praticadas por um governo contrário aos interesses nacionais”, diz o sindicalista.

Presidente da federação dos estivadores, capatazia e portuários do Brasil (Fecpb), além de dirigente da central Força Sindical, Nei defende a ampliação da luta para todas as categorias.

Ele diz que levará a proposta de solidariedade aos caminhoneiros aos sindicatos de estivadores e portuários de todo o Brasil, e também à central, “pois todos sofrem com as medidas impopulares do governo”.

“O que não faltam são motivos para paralisarmos o país”, pondera o dirigente. Ele defende um “referendo revogatório de todas as decisões governamentais contrárias aos interesses da nação”.

“Desde a reforma trabalhista até a possível reforma previdenciária, que pode ser pautada após as eleições de outubro, passando pela desnacionalização de nosso patrimônio, tudo tem que ser revisto”, diz.

Nei elogia os caminhoneiros por “terem acendido o estopim de uma bomba que estava prestes a explodir há muito tempo. O que estamos vendo ainda não é a explosão. Esperamos que o governo evite o pior”.

O líder estivador defende que o presidente Michel Temer convoque toda a sociedade brasileira, “inclusive e principalmente os movimentos sindicais e sociais, para uma conversa sincera”.

“O Brasil é um país rico e tem solução para todos os problemas. Basta que o governo deixe de seguir as imposições do capital financeiro internacional e atenda as necessidades do nosso povo”, avalia Nei.

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