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Centrais reafirmam unidade contra nova lei trabalhista e reforma da Previdência


As Centrais Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB e CSB se reuniram segunda (24), em São Paulo, para debater um plano de ação contra a nova legislação trabalhista e a retomada da tramitação no Congresso Nacional da reforma da Previdência.

O objetivo foi definir os próximos passos na luta de resistência às mudanças nas relações de trabalho e ao ataque à organização sindical. O encontro, na sede da Força Sindical, também serviu para avaliar a reunião que algumas Centrais tiveram com Temer na semana passada.

A Agência Sindical esteve na reunião e conversou com vários sindicalistas. O consenso é que as conversas devem continuar, a fim de elaborar uma proposta de medida provisória modificando pontos da reforma trabalhista sancionada pelo presidente da República. O texto será apresentado ao governo e ao Congresso como posição unitária do movimento. O mesmo será feito em relação ao custeio sindical e à reforma da Previdência.

Segundo o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves (Juruna), nesse momento é preciso definir um projeto unificado. “Com uma proposta única conseguiremos chegar com mais facilidade nos trabalhadores das nossas bases. É preciso definir uma ideia de trabalho que sirva para todos", ressalta.

O presidente da CSB, Antonio Neto, reforça que sem unidade sindical não existe mínima chance de sucesso. "Se for pra negociar individualmente, se for pra cada Central cuidar só de suas bases, esse governo vai continuar fazendo o que quer. Nossa força está na nossa união”.

Para José Calixto Ramos, presidente da Nova Central, a lei trabalhista que entrará em vigor a partir de novembro é um verdadeiro desmonte da CLT. “Ela acaba com qualquer relação trabalhista. Deixa os trabalhadores à mercê dos patrões, privatizando o emprego. Nós da Nova Central, não vamos jamais compactuar com isso", frisa.

Estratégia - De acordo com o secretário-geral da UGT, Canindé Pegado, as Centrais devem avaliar em profundidade os impactos da reforma trabalhista, a fim de definir uma estratégia de resistência eficiente contra a precarização que se instalará no mercado de trabalho. "Não podemos vir com propostas mirabolantes. Temos que definir essas ações com os pés no chão. Temos que encontrar saídas que sejam viáveis", pondera.

Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo (filiado à UGT), defende que é preciso um intenso trabalho de esclarecimento aos trabalhadores.

Fonte: Repórter Sindical

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