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INTRIGA DA GLOBO : UGT e Força Sindical desmentem revista Época e apoiam greve


"A CUT e a CTB não participaram dessa reunião, nem aceitam negociar com o governo Temer. Na reunião da direção da CUT, na tarde desta quinta (22), Vagner Freitas reafirmou: “Convocamos todas as centrais e todos os sindicatos para estarem nessa greve. Não acreditamos numa saída negociada com golpista”

Revista afirma que as duas centrais desistiram da greve do dia 30, mas elas desmentem.

Escrito por: CUT • Publicado em: 22/06/2017 - 22:02 • Última modificação: 22/06/2017 - 22:29

Na tarde desta quinta-feira (22), a Revista Época, das Organizações Globo, anunciou em matéria publicada na coluna Expresso, que após um apelo do governo Temer, a Força Sindical e a UGT teriam desistido da greve geral do dia 30.

Usando um argumento sem sentido, a revista afirma que “os dirigentes das duas centrais sindicais acreditam que a greve se resumiria a um protesto “Fora, Temer” e deixaria de lado questões que consideram importantes, como a reforma trabalhista e a da Previdência”.

Fica evidente que a revista não entendeu que o principal objetivo da greve geral e da mobilização do dia 30 é enterrar de vez a reforma trabalhista, que o governo Temer diz que pretende votar no plenário do Senado dia 5 ou 12 de julho.

Centrais desmentem

Pouco tempo depois da publicação da matéria, as centrais UGT e a Força Sindical soltaram notas desmentindo a versão da revista. A UGT, em texto assinado por seu presidente, Ricardo Patah, afirmou: “A União Geral dos Trabalhadores (UGT) em momento algum desistiu da greve geral do dia 30 de junho. A notícia publicada no Fake News da Revista Época nesta quinta-feira (22) é inverídica. Unidos nós somos fortes. Por esse motivo é comum, nesse momento, tentar desorganizar o movimento conjunto das centrais contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária”.

Um pouco mais tarde, um comunicado da Força Sindical, anunciou que: “A Força Sindical vem a público orientar suas entidades filiadas – sindicatos, federações e confederações – a realizarem, no próximo dia 30, sexta-feira, atos, manifestações e paralisações em suas bases”. Segundo a Força, “É muito importante que os trabalhadores de todas as entidades filiadas intensifiquem esta luta, cruzando os braços e realizando manifestações em repúdio aos textos apresentados sobre as reformas”.

Negociação com o governo

Pela manhã, o site da Força Sindical noticiou que na quarta-feira (21), representantes de quatro centrais sindicais (Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB) reuniram-se com o ministro do Trabalho para negociar “alternativas para reduzir possíveis impactos negativos” da Reforma Trabalhista. Entretanto, a reunião não teve resultados concretos, porque o ministro afirma que só vai negociar depois da aprovação do projeto no Senado.

A CUT e a CTB não participaram dessa reunião, nem aceitam negociar com o governo Temer. Na reunião da direção da CUT, na tarde desta quinta (22), Vagner Freitas reafirmou: “Convocamos todas as centrais e todos os sindicatos para estarem nessa greve. Não acreditamos numa saída negociada com golpista”. As centrais têm reunião na tarde desta sexta (23), para decidir e anunciar os próximos passos na luta para enterrar a Reforma Trabalhista.

Fonte: INFORMATIVO CUT BRASIL

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