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MP 746 faz escola retroceder ao século XIX, diz Apeoesp


Mesmo com a forte resistência de professores e estudantes, que ocuparam mais de mil escolas em todo o País em protesto, a Medida Provisória 746/2016 – que institui a reforma do ensino médio – foi aprovada no Congresso Nacional e já seguiu para sanção presidencial.

A presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), disse à Agência Sindical que a reforma conduzirá a escola pública de volta à época dos barões do café.

"Parece exagerado, mas a MP traz itens absurdos como a criação do ‘notório saber’. Você não precisa ser professor formado para dar aulas. Na falta de um professor, qualquer um que seja considerado pelo sistema de ensino ‘notório saber’ poderá substituí-lo", explica Bebel.

A Apeoesp lançou nota de repúdio, na qual denuncia que o alardeado “direito de escolha” dos estudantes é uma falácia, pois quem definirá a oferta de conteúdos da parte diversificada do currículo (40% do total) serão as Secretarias de Educação.

Bebel também critica a imposição de se ampliar as escolas em tempo integral no ensino médio e o aumento da carga horária, sem oferecer aos estudantes uma formação integrada. O Sindicato realizará manifestação contra a reforma dia 8 de março, às 14 horas, na avenida Paulista.

Mais informações: www.apeoesp.org.br

Fonte: Repórter Sindical

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